PARA ONDE FORAM AS ANDORINHAS?

O clima está mudando, o calor aumentando. Os índios do Xingu observam os sinais que estão por toda parte. Árvores não florescem mais, o fogo se alastra queimando a floresta, cigarras não cantam mais anunciando a chuva porque o calor cozinhou seus ovos. Os frutos da roça estão se estragando antes de crescer. Ao olhar os efeitos devastadores dessas mudanças, eles se perguntam como será o futuro de seus netos.

22 minutos | 2015 | Brasil

Direção: Mari Corrêa

Roteiro: Paulo Junqueira e Mari Corrêa

Coprodução: Instituto Catitu e Instituto Socioambiental

MANUAL DAS CRIANÇAS HUNI KUĨ

As crianças do povo Huni Kuĩ que vivem na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá, no Acre, mostram como é a vida na aldeia: brincadeiras, pescaria, festa, histórias… Os nove pequenos vídeos fazem parte do projeto Tecendo Saberes com patrocínio do Programa Petrobras Cultural.
Direção: Mari Corrêa
Versão: português e espanhol

PIRINOP – MEU PRIMEIRO CONTATO

Em 1964, os índios Ikpeng têm seu primeiro contato com o homem branco numa região próxima ao rio Xingu, no Mato Grosso. O filme relata este encontro, ou o que restou dele: as lembranças, o exílio, a terra abandonada, o desejo e a luta pelo retorno.
Direção: Mari Corrêa e Karané Ikpeng
Duração: 83 minutos
Versões: português, inglês, espanhol e francês

NOTÍCIA DOS BRABOS – PROJETO DOCUMENTÁRIO DE NILSON TUWE

Alguns povos indígenas vivem voluntariamente isolados na fronteira entre o Brasil e o Peru, no Estado do Acre. O avanço da exploração madeireira, da mineração, da prospecção de petróleo e do narcotráfico estão obrigando-os a se deslocarem para o Brasil em busca de refúgio. “Notícias dos Brabos” é um projeto documentário do cineasta Nilson Tuwe, que vive na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá, onde há presença de um destes grupos de isolados. Sua abordagem sensível tem sido capaz de problematizar e transmitir a visão dos índios sobre os “parentes brabos”.

A HISTÓRIA DA CUTIA E DO MACACO

O filme é baseado em uma história tradicional do povo kawaiweté. Este curta-metragem foi feito a partir do material capturado na segunda edição da Oficina de Formação Audiovisual das Mulheres Indígenas, realizada em junho de 2009, na aldeia Kwarujá, Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso.
Direção: Wisio Kayabi
Duração: 12 minutos
Versão: português

FORMAÇÃO AUDIOVISUAL DAS MULHERES INDÍGENAS

O Instituto Catitu propõe dar voz e visibilidade às mulheres indígenas da Amazônia brasileira capacitando-as no uso de ferramentas e linguagens contemporâneas de produção cultural, como o vídeo e a fotografia, para a valorização dos saberes femininos e o fortalecimento de seu protagonismo.
O projeto é uma iniciativa inédita no Brasil que atende a uma demanda das mulheres indígenas por um forma criativa de expressar suas ideias e saberes.
Direção: Mari Corrêa e Raquel Diniz
Duração: 17 minutos
Versões: português, inglês e espanhol

GRAVANDO SOM – SOM TXIMINA YUKUNANG

Os Ikpeng decidem gravar em um CD os cantos do Yumpuno, um dos momentos mais importantes do grande ritual Moyngo, em que os meninos têm o rosto tatuado com espinho de tucum e carvão extraído da resina do jatobá. Três gerações falam sobre a experiência de passar pelo ritual de iniciação ikpeng, quando deixam a infância para ingressar na vida adulta.
Direção: Karané Ikpeng, Kamatxi Ikpeng e Mari Corrêa
Duração: 52 minutos
Versões: português, inglês e espanhol

 

WOTKO E KOKOTXI – UMA HISTÓRIA TAPAYUNA

“O branco matou anta e veado e trouxe para nós. Meus amigos falaram: ‘Será que essa comida é boa de comer?’ O branco tinha envenenado a comida. Eu não comi, por isso escapei.” No documentário dirigido por Kamikia Kisêdjê a memória do trágico contato do povo Tapayuna com a sociedade envolvente e seu ressurgimento vem à tona com os relatos dos sobreviventes Wotko e Kokotxi. Direção: Kamikia Ksêdjê
Duração: 50 minutos
Versões: português, inglês e espanhol

 

ACORDAR DO DIA – ÃYÕK MÕKA ÒK HÃMTUP

Na manhã da aldeia, uma bruma envolve e desfaz os limites concretos dos corpos, das posições, das idades. A ela junta-se a fumaça dos fogos caseiros e o cheiro do café coado. Os que ali rodeiam, esperam, convivem devagar, com a certeza de que são donos em sua própria casa. No caminhão, na cidade, na feira, estamos todos invadidos por cortes: cercas, sacos, moedas, movimentos bruscos, palavras ríspidas. Todos eles acusam um maior e primeiro corte, os tikm__n ultrapassaram a fronteira, estão no mundo dos mestres dos objetos, numa civilização onde cada coisa tem seu lugar. A presença deles nos questiona.
Direção: Coletivo Maxakali
Duração: 34 minutos
Versões: português, inglês e espanhol

CAÇANDO CAPIVARA – KUXAKUK XAK

Tradicionais ocupantes das densas regiões de Floresta Atlântica, entre o litoral da Bahia e Minas Gerais, os Maxakali hoje praticam seus modos de vida e sua estética em um espaço desertificado pelos extrativistas e fazendeiros que ao longo de três séculos invadiram suas terras. Em quatro investidas os caçadores saem com seus cães e espíritos aliados em busca da capivara, uma das únicas espécies de caça remanescentes na região. Mas estes movimentos não são uma busca alimentar sobre um território devastado. Ou não apenas: começam e terminam na casa dos cantos, onde reverbera o que está em jogo quando se encontra e mata aqueles humanos que se tornaram seres de outras espécies. Movimentos e cantos que desvelam à câmera a densidade do olhar, a intensidade dos encontros e a efervescência de eventos que se agitam sob um plano de aparente silêncio e quietude.
Direção: Coletivo Maxakali
Duração: 57 minutos
Versões: português, inglês e espanhol